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Tratamentos para hiperidrose: quais são e como impedem a sudorese?

Tratamentos para hiperidrose: quais são e como impedem a sudorese?

A hiperidrose é a produção excessiva de suor que chega a incomodar e até a prejudicar a qualidade de vida. “Ela pode ou não estar associada a mau odor, um outro quadro chamado bromidrose que surge devido à interação entre transpiração e bactérias da pele”, explica a dermatologista Fernanda Junqueira, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Seu diagnóstico é feito com base em uma conversa com o dermatologista, que pode realizar alguns exames, como o teste de amido-iodo, que ajuda a delimitar a área de hiperidrose. Para tratá-la, existem diversas alternativas, conheça-as a seguir.

Tratamento da hiperidrose

O tratamento para hiperidrose pode ser tópico, ou seja, feito com antitranspirantes que agem no local da sudorese excessiva. A dermatologista explica que esses produtos impedem a bromidrose e atuam reduzindo a secreção excessiva das glândulas. Os antitranspirantes são uma perfeita opção antes de recorrer a tratamentos extremos e irreversíveis – e, caso eles sejam mesmo necessários, ainda podem ser utilizados junto a eles, como Rexona Clinical.

Há também medicamentos de uso oral que controlam o Sistema Nervoso Simpático, responsável por estimular as glândulas sudoríparas a produzir suor e diminuem a secreção.

A ionoforese é uma técnica já menos utilizada hoje em dia. Feita com o uso de eletrodos, ela gera corrente elétrica entre as áreas de suor excessivo, diminuindo a transpiração. Há ainda lasers, que agem diretamente sobre as glândulas, diminuindo-as.

Nos últimos anos, se popularizou a aplicação de toxina botulínica para tratar hiperidrose. Ela age reduzindo a estimulação nervosa sobre a glândula, que produzirá menos suor. Segundo Fernanda Junqueira, a duração de seus efeitos vai de oito a dez meses e, em alguns casos, pode até ultrapassar um ano. Ela passa a agir aproximadamente 15 dias após a aplicação.

Por fim, a cirurgia de simpatectomia é opção para tratar a sudorese. Ela é feita com o corte ou pinçamento do nervo que estimula a glândula a produzir suor e é ótima para transpiração em pernas e braços, onde é mais fácil acessar o nervo.

Um dos efeitos colaterais da simpatectomia é a hiperidrose compensatória que gera mais suor em outras áreas do corpo. Por exemplo, se uma pessoa faz a cirurgia para impedir o suor nas axilas, ela pode passar a suar mais no rosto.

A especialista recomenda sempre buscar um médico para tratar o quadro e paciência no início do tratamento, já que a percepção de melhora pode demorar um pouco a chegar. “No começo do tratamento é sempre um pouco mais difícil, mas depois vai melhorar”. Ela sugere que as pessoas nesta situação levem sempre um antitranspirante, uma camisa para trocar na bolsa até que o tratamento surta efeito.

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